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segunda-feira, 12 de julho de 2021

Mulher que vivia em regime de escravidão doméstica há 50 anos em Salvador não tinha nem energia elétrica

Após viver em regime de escravidão, Leda se dedica à costura | Foto: Reprodução/Fanstástico

“Eu trabalhava muito, como se fosse um adulto”, lembra Leda Lúcia dos Santos, de 61 anos. Filha de uma família muito pobre, ela foi entregue pela mãe aos 10 para morar com Hildete Pimenta Rocha, que na época era professora do ensino fundamental. Depois disso, nunca mais reencontrou os parentes. E nem estudou ou brincou.

Para o Ministério Público do Trabalho, Leda vivia em regime de escravidão doméstica. Por 50 anos, trabalhou para a família de Hildete sem receber salários.

“Eu não sabia sair na rua sozinha. Só vim aprender a sair na rua sozinha quando eu estava com quantos anos, meu Deus do céu? Foi com 29 ou 30″, diz Leda

A única distração era o artesanato, que ela teve que abandonar, segundo contou ao MPT, quando a patroa mandou cortar a eletricidade do quartinho dela, há um ano.

“Não podia nem ligar o rádio”, conta.

A costura agora ajuda Leda a esquecer o passado. “A amenizar mais as coisas ruins… A esquecer algumas coisas de agressão, agressão de palavras”, diz ela, que foi levada para uma casa de acolhimento da Prefeitura de Salvador que recebe mulheres vítimas de violência doméstica e de outros crimes, e que precisam de acompanhamento de psicólogas e assistentes sociais.

Hildete assinou termo de ajustamento de conduta com o MPT. Ela se dispôs a pagar a Leda um salário mínimo por mês até que a casa onde mora seja vendida. Parte do dinheiro vai pra Leda, como indenização. O advogado de Hildete explica por que a família nunca pagou salário a Leda:

“A família não a via como uma profissional do lar, não a via como empregada doméstica, e o motivo de ela não receber salário era em função disso”, afirma Meisson Rodrigues.

“Imagine que no seu seio familiar tenha uma pessoa que considere da sua família. O senhor vai pagar um salário para ‘uma’ ente da sua família?”, diz o advogado ao repórter.

O trabalho escravo doméstico pode estar logo ao lado, alerta Italvar Medina, vice-coordenador nacional de erradicação de trabalho escravo. “Por exemplo, quando aquela empregada mal sai de casa, quando ela tem uma jornada extremamente longa, quando há a informação de que ela não recebe remuneração por aquele trabalho, quando ela é impedida de se comunicar com os vizinhos. A gente sempre precisa de denúncias para fazer as fiscalizações”.

Do Portal NS/Fonte: Fantástico

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