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sexta-feira, 19 de março de 2021

Nota de 420 de Feira ganhou o Brasil e já foi alvo da polícia; conheça a história

No dia 18 de janeiro deste ano, uma operação policial em Presidente Prudente, interior de São Paulo, apreendeu quase 150 kg de maconha, mas isso ficou em segundo plano. O que deixou os policiais encucados mesmo foi uma nota de R$ 420, com uma bicho-preguiça, encontrada na carteira de um dos suspeitos presos.

Era algum código? Um dinheiro paralelo usado por traficantes? A dúvida permaneceu por alguns dias, até descobrirem que o papel misterioso era oriundo de uma loja que vende roupas de algodão – mas também curte uma seda.

A Chronic, uma marca de roupas, lançou essa nota como um brinde para quem comprasse algum de seus produtos. O preso em Presidente Prudente era cliente da loja e havia deixado a cédula em sua carteira.

A grife tem sede em São Paulo, mas está espalhada por todo Brasil graças a uma rede de 5 mil revendedores. Na Bahia há centenas de revendedores, incluindo em Feira de Santana, onde a nota apareceu e viralizou nos últimos dias.

“Nós somos uma loja de contra cultura, alternativa, que debate temas controversos como racismo, fascismo. Nossas estampas trazem essa personalidade forte, de lutar contra situações que não são resolvidas no Brasil, como a questão das drogas. Eu acho absurdo a maconha não ser liberado, por exemplo. Até por isso muitos artistas vestem essa marca”, explica Vagner Ferreira, 40, um dos revendedores da empresa na Bahia.

Uma das lojas de Vagner na Bahia fica em Vila de Abrantes.

A nota surgiu em setembro do ano passado. Caio Venom, 32, desenhista da loja, estava criando uma linha de roupas baseada na Lacoste, mas com um bicho-preguiça ao invés do tradicional jacaré.

Só que naquele mesmo período o Banco Central anunciou a nota de R$ 200, aguçando a criatividade de Caio. Ele adaptou a ideia inicial e assim surgiu a cédula de R$ 420.

“Foi um marketing de guerrilha, totalmente orgânico. Quando começou a se espalhar teve até parente meu me ligando de Minas Gerais preocupado de dar algum problema”, lembra Caio, que mora em São Paulo.

E, de fato, surgiu a preocupação quando a polícia encontrou a ‘verdinha’. Mas a marca entrou em contato com os advogados da ‘Marcha da Maconha’, que deram todo o apoio jurídico necessário.

“No começo a gente ficou com medo de cair como apologia, mas a constituição protege isso como liberdade artística e de expressão. Os defensores nos instruíram, explicando todos os artigos da Constituição que amparavam a gente”, detalha o desenhista.

Passado o susto, a preguiça segue ligeira, circulando por todo o país. Ao total, mais de 500 mil cédulas já foram impressas num esquema que lembra a casa da moeda. Assista o vídeo abaixo:

“Eu já recebi mensagem de amigos meus dizendo que conseguiram comprar gelo e carvão na praia pagando com essa nota, pois o vendedor gostou. Em Belo Horizonte circulou um comunicado entre os supermercados pedindo atenção dos caixas para essa nota falsa. Ela é um sucesso”, resume, Caio.

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Do Portal Calila Notícias/Fonte: Correio


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